quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Gorda


Rápida como um raio, acordou com o sol espalmando o rosto amassado. 
- Que dia é hoje? Só mesmo lembrando de ontem pra saber quem você é de manhãzinha. Mais tarde, já não é mais e sem aquele homem aí mesmo é que não seria. 
Como o telefone não tocava? Como aquela máquina seca e fria, cravada na mesa não chorava por ela, com ela? e foi preciso sentar na cadeira, puxar o teclado e escrever - como de costume, logo a tela virou um pranto só – nada mais condizente. Sem ninguém, talvez nem leitores. O homem mesmo já deveria tê-la esquecido. 
- Mas como?! E de tantos “comos” engolidos a seco, sua cabeça engordava e engordava numa tristeza de dar dó. Carregar pensamentos era coisa de se pesar muito.

7 comentários:

  1. Seria muita ousadia dizer que você escreveu isso pra mim? Tipo, parece que sou eu

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  2. Minha cabeça engordou um pouco aqui.

    Tocado,
    T.

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  3. Adorei a metáfora, o texto, a forma como escreveu, me lembrou coisas minhas inclusive, muito bom!

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  4. Uma visita 'esbarrada' é bom, não é? Risos...

    obrigada moça,
    abraços!!!

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  5. É muito bom se surpreender.

    Abraços,
    Caju.

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  6. Adorei o texto, muito bom!
    Beijos meus e um bom final de semana

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